Iot

Internet das coisas: afinal, o que é isto?

Escrito por Alfatel

O que é internet das coisas? A IoT (Internet of Things, internet das coisas em português), é a interligação de objetos do mundo real com o mundo virtual por meio de dispositivos e aplicativos.

O principal objetivo é oferecer funcionalidade com a promoção da comunicação dos objetos entre si. As informações são processadas por algoritmos que geram grande quantidade de dados (Big Data) armazenados posteriormente na nuvem.

Cada objeto tem múltiplas finalidades, e a internet possibilita a ligação entre elas. O conceito de IoT não abrange objetos necessariamente, embora sempre contenha os dados sobre eles. Dessa forma, a IoT é um conceito, e não uma coisa.

Componentes da internet das coisas

Existem três componentes que, combinados, originam uma aplicação de IoT: 

Dispositivos

Smartphones, computadores, aparelhos eletrônicos, chips e sensores são recursos de comunicação e monitoramento que idealmente consomem pouca energia.

Redes

Wi-Fi, Bluetooth e redes móveis, como 3G, 4G e 5G.

Sistemas de controle

Aplicativos que direcionam a informação gerada para os dispositivos corretos, como uma inteligência artificial.

Aplicação da internet das coisas

A aplicabilidade desse novo conceito é muito ampla e abrangente, indo das cidades às empresas, passando por hospitais, casas e tudo o que envolve objetos que “ganham vida”.

Essa tecnologia pode ser usada  na criação de estradas e ruas com semáforos programados para facilitar o tráfego em horários específicos, que avisam em smartphones os acidentes no momento em que ocorrem, disponibilizam por GPS uma rota alternativa para continuar a viagem e possuem sensores que detectam abalos sísmicos.

Já imaginou uma geladeira que avisa quando um alimento está perto de acabar? Uma pesquisa na web poderia mostrar quais mercados oferecem os melhores preços em distâncias menores. Também poderia oferecer receitas que utilizam os ingredientes que você tem em casa.

Outro exemplo, que já é uma realidade, são câmeras de segurança que permitem o monitoramento a distância por smartphone, e que podem direcionar a filmagem e armazená-la no cloud computing.

Blockchain

O blockchain é uma das ferramentas utilizadas para autenticar o processo, já que este precisa ser transparente e extremamente confiável.

Essa tecnologia, que possibilitou o surgimento do Bitcoin, consiste em um emaranhado de informações disponíveis em blocos específicos, onde cada elo é responsável pela informação, mas, ao mesmo tempo, não interfere no todo se for quebrado.

Como exemplo podemos citar as smart cities, ou cidades inteligentes, cujo projeto está sendo lançado mundialmente por diversos países. Dubai é a primeira delas. Eleita a cidade inteligente de 2017, utiliza como tecnologia o blockchain.

Na adequação para se transformar em cidade inteligente, a estratégia baseia-se em três pilares:

  1. na eficiência do governo, com todos os documentos sendo digitalizados e disponibilizados na nuvem, como pedidos de visto e renovações de licenças, por exemplo. Dessa forma, as bases de dados se transformam em uma Big Data criptografada que economiza milhões, diminuindo o uso de toneladas de papel e de horas de trabalho;
  2. na criação da indústria, permitindo que as pessoas formem novas empresas em colaboração;
  3. na liderança internacional, abrindo a plataforma blockchain para parceiros globais.

O governo de Dubai já promove melhorias na segurança pela implantação do reconhecimento facial para redução da incidência de crimes e na infraestrutura, com detecção de vazamentos de água nas ruas e programação da iluminação pública, por exemplo.

Internet das coisas nas empresas

São muitas as possibilidades de aplicação da internet das coisas para empresas. As empresas que utilizarem esse conceito em seus departamentos poderão aplicá-lo em processos de máquina a máquina (M2M), que permitem:

  • receber informações de todas as outras máquinas utilizadas no processo produtivo para obter dados estatísticos da produção, identificar quais máquinas são mais eficientes, quanto de matéria-prima foi desperdiçado etc.;
  • verificar a eficiência da matéria-prima de determinado fornecedor em relação aos demais ou se ela tem um histórico de problemas. Ser informado sobre prazos de validade e receber a sugestão de substituição por outro material equivalente ou superior;
  • indicar quais setores da organização estão com déficit de produtividade ou precisam de mais equipamentos e suprimentos;
  • acompanhar a saída da mercadoria do fornecedor à entrega na fábrica por meio de sensores instalados em caminhões ou outras formas de transporte, que, combinados com informações do trânsito por meio de aplicativos, determinam com segurança o tempo de reposição do estoque;
  • definir o perfil do cliente de forma mais precisa, para direcionar a produção de acordo com as suas necessidades e pretensões;
  • manter contato constante com o cliente, não somente pelas redes sociais, mas também por aplicativos que permitam a eles o acompanhamento de todo o processo produtivo, desde a chegada dos insumos até a entrega do bem em sua casa;
  • obter maior fluxo de informação sobre a concorrência, os preços praticados, os prazos de entrega e as formas de pagamento para se equiparar aos outros no mercado e competir de maneira justa;
  • possuir prateleiras que informam o estoque mínimo, qual produto tem menor frequência de venda ou em quais horários os itens são mais vendidos.

Para possibilitar essa mudança, as empresas devem investir em infraestrutura de telecomunicações, serviços de rede, tecnologia da informação, mobilidade e, principalmente, em segurança eletrônica.

Isso ocorre porque o conceito permite que os processos sejam monitorados e tenham como resultado uma eficiência produtiva ímpar. Entretanto, poderão surgir alguns gargalos. O principal deles é relativo à segurança, pois todos os equipamentos estarão conectados à rede e, assim, estarão mais propensos às invasões de hackers.

Outro ponto de desafio é em relação à infraestrutura de comunicação porque, com mais equipamentos conectados à rede via RFID (wireless), sua disponibilidade e alcance também podem ser reduzidos.

Portanto, precisamos garantir a disponibilidade dos serviços e a sua rápida recuperação em caso de possíveis falhas. Também é necessário que os dados sejam protegidos e que as comunicações sejam realizadas com protocolos rígidos e processos de auditoria. 

Por fim, deve-se definir normas para privacidade, confidencialidade e integridade que estejam de acordo com padrões internacionais ao considerar a legislação e os recursos de cada país.

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Alfatel

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